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Nesta segunda-feira (3), as centrais sindicais se encontraram com representantes do ministérios do Trabalho, Fazenda, Planejamento, Previdência e do gabinete presidencial para apresentar uma nova proposta para a política de valorização do salário mínimo, com uma fórmula que inclui um “acelerador” do aumento do piso salarial.

O projeto apresentado tem dois momentos de atuação: o primeiro de 2023 a 2026 e outro que duraria 25 anos, até 2053.

A proposta busca restabelecer o valor real do salário mínimo e garantir alguma medida sobre o tema pelos próximos 30 anos. Isso porque apesar da economia ter crescido, o piso salarial não.

A fórmula garantiria repor em 28 anos o valor do salário mínimo equivalente ao de sua criação, em 1940.

Para atingir metade do salário mínimo calculado pelo Dieese, que hoje seria de R$ 3. 274, demoraria 38 anos com a proposta dos sindicatos.

A conta apresentada pelas centrais, com o “acelerador”, para o período de 2023 a 2026, segue a seguinte fórmula, considerado o Índice de preços no consumidor (INPC) e o Produto Interno Bruno (PIB):

  • 2024: INPC acumulado no ano de 2023 + PIB de 2022 (2,9%) + 2,40%
  • 2025: INPC acumulado no ano de 2024+ PIB de 2023 + 2,40%
  • 2026: INPC acumulado no ano de 2025+ PIB de 2024 + 2,40%

Já para a segunda etapa, que aconteceria no período 2027-2053 a fórmula mudaria e consideraria:

  • Variação do INPC anual;
  • Aumento real equivalente a variação do PIB de 2 anos anteriores;
  • Estabelecimento de um “piso” para o aumento real de 2,40% ao ano;
  • Revisão dos parâmetros da política a cada 10 anos.

A proposta deve ser avaliada pelo presidente Lula após seu retorno da viagem à China.

Fonte: Contabeis.com.br